
Todos concordamos que o uso excessivo de ecrãs se tornou um problema para as famílias de hoje. Este é um aspeto que deve fazer parte do trabalho dos pais na educação dos filhos.
Sabe-se que os computadores, os tablets, os telemóveis e até a televisão, têm impacto na saúde das crianças e dos jovens. Vários estudos vão mostrando dados sobre o impacto no seu desenvolvimento.
Fazendo um resumo, podemos apontar para os seguintes referenciais:
- Até aos dois anos de idade, não é recomendável a utilização de qualquer tipo de ecrã
- As crianças dos três aos cinco anos, não devem passar mais do que uma hora por dia à frente dos ecrãs, incluindo televisão
- As crianças em idade escolar, não devem exceder duas horas por dia
Que consequência tem o uso excessivo de ecrãs?
- Capacidade cognitiva afetada, prejudicando a aprendizagem;
- Desenvolvimento de hábitos de sedentarismo e risco de obesidade;
- Comprometimento na interação social saudável;
- Prejudicar a quantidade e qualidade do sono.
Papel dos pais
Fixar um tempo limite é essencial para evitar problemas que venham a afetar as crianças e os jovens.
Também é importante o local onde utilizam os ecrãs. É preferível que utilizem estes dispositivos em áreas comuns da casa, como, por exemplo, a sala. Há um menor risco de descontrolo, do que se o fizerem em lugares como o quarto, onde estão sozinhos.
Também é muito importante, o exemplo dos pais, que funcionam como modelos. As crianças aprendem muito com o que vêem e os pais devem ter atitudes coerentes.
Devem promover um equilíbrio entre o uso das tecnologias, que é sem dúvida muito importante para as aprendizagens e para as atividades lúdicas, e a prática de outras atividades que sejam interessantes e estimulantes, como:
- Desporto/caminhadas;
- Leitura;
- Audiolivros ou podcasts para crianças;
- Jogos de tabuleiro;
- Atividades conjuntas em casa, como por exemplo, cozinhar.
Teresa Pisco